Eu Optei por ser Mãe

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Eu Optei por ser Mãe

Sim. Eu optei por ser mãe. Eu não escolhi a maternidade, eu optei por ela.  Eu optei por eles: meus filhos.

Só quem é mãe sabe a realidade desse novo mundo. Quando minha mãe dizia “você só vai entender quando você for mãe”, eu revirava os olhos, mas é verdade! Você só vai entender quando for mãe.

Eu optei por ser mãe. Eu optei por não deixar meus filhos com alguém para curtir uma night. Eu optei por amamentar em livre demanda e viver a mercê dos horários dos meus filhos que demandam peito quando desejam. Eu optei por ser mãe e aprendi a perdoar os meus amigos que não entendem o que é ser mãe. Aqueles amigos que exigem de você um comportamento igual ou semelhante ao de antes de ser mãe. Perdoar os amigos que ficaram chateados porque eu “sumi”. Aprendi a perdoar aqueles que se chatearam comigo porque eu não consegui comparecer a um compromisso importante como um casamento ou um aniversário. Eu aprendi a perdoar porque eu optei por ser mãe.

Passei a gestação inteira “correndo atrás”. Mesmo com o corpo cansado, com a barriga grande, eu me esforçava para estar presente, afinal, o único sacrifício era meu. Depois que eles nascem, tudo muda. O sacrifício continua sendo meu, mas por eles. Eles não serão sacrificados por mim, não consigo tirar o conforto deles por mim ou por outra pessoa. Não mesmo.

Não. Eu não morri. Eu vivo, mas viver, pra mim, tem todo um novo significado e curtir a vida, pra mim, é curtir uma tarde no parque, um passeio no shopping, passar um dia dançando galinha pintadinha com meu marido na sala de casa vestindo shorts e soutien de amamentação.  E eu perdoo os meus amigos que não entendem que eu optei por ser mãe.

Nem sempre é possível comparecer a um encontro e, quando dá, chegar com pontualidade é impossível. A logística com um bebê é difícil. O fator imprevisibilidade é uma constante. Tem sempre um cocô surpresa, um vômito surpresa e tudo que estava pronto pra sair, volta a estaca zero. Fatores climáticos também atrapalham! O vento, a chuva, o sol forte…

Eu perdoo. Afinal, eu optei por ser mãe.

Se você é amigo de alguém que tem filhos, perdoe você também a ausência dos seus amigos. Entenda você também que ela optou ser mãe. E lembre: amanhã você também pode optar.

5 coisas que você precisa saber sobre amamentação

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7 em cada 10 mulheres tem dificuldade em amamentar e, a maioria delas não apresenta uma condição física impeditiva, mas sim barreiras psicológicas, inseguranças que levam à introdução de mamadeiras e fórmulas e, consequentemente, ao desmame precoce. A falta de apoio familiar é um dos fatores que somados à insegurança da mãe fazem com que apenas 39% das mães brasileiras amamentem exclusivamente até o 6º mês de vida do bebê.

Diante disto, elaboramos 5 Coisas que você precisa saber para tornar a amamentação mais fácil

 

1) Peito não é só fonte de comida

Achar que o bebê só mama para se alimentar é um erro comum. Bebês mamam por todo motivo possível e imaginável, principalmente nos três primeiros meses de vida. A sucção não nutritiva é uma necessidade do bebê e, por causa disso, muitas mães acabam cedendo ao uso da chupeta, já que ao sugar, o bebê se acalma. Peito é carinho, é colo, é aconchego … é fonte de nutrição psicológica e alimentar também. Se você entender isso, não vai se desesperar com o bebê que fica grudado no peito o dia inteiro e não vai achar que seu peito não está sustando. “Fazer o peito de chupeta” não só é bom para o bebê como faz a produção de leite aumentar. Vale lembrar que bebês não conhecem chupeta, logo eles não fazem o peito de chupeta, a chupeta é que tenta imitar o peito.

2)  Não existe leite fraco

Pode acontecer do seu filho não engordar direito, mas isso não quer dizer que seu leite é fraco. A probabilidade maior é de que a pega do bebê esteja errada e ele esteja se esforçando muito mamando somente o mamilo, o que faz com que a parte posterior do leite não seja sugada. Ainda há chances do peito estar sendo ofertado de forma incorreta. Mamadas programadas ou limitadas (o famoso 20 minutos de cada lado) interrompem a sucção do leite fazendo com o que o bebê não sugue a parte mais gordurosa do leite que vem ao final da mamada. O mesmo acontece quando o bebê dorme, larga o peito precocemente e não é oferecida a mesma mama quando ele for mamar de novo.
E, se tudo estiver sendo feito corretamente com relação a forma de mamar, o baixo ganho de peso pode estar relacionado à alergia alimentar, provavelmente a alergia a proteína do leite de vaca e merece cuidados especiais.
Estudos mostram que a composição do leite de uma mulher que come só fast food e uma que se alimenta bem são pouca coisa diferentes entre si, não havendo diferença nutricional. Assim sendo, não há o que se falar em leite fraco.

3) Bebês não dormem a noite toda e não é por fome

Aliado ao que foi dito no item 2, é preciso entender que bebês de até 3 meses de idade não dormem uma noite inteira.  Se eles choram, se esperneiam e querem peito pode ser por qualquer motivo, inclusive fome e isso é normal! Leite não é uma refeição como um almoço. Não é para sustentar horas sem se alimentar. O bebê, principalmente os mais novos, irão acordar na madrugada para mamar e isso é completamente normal. A Exterogestação ocorre até o terceiro mês e a insegurança do bebê, os seus medos e anseios o farão querer mamar mais vezes. – “Mas eu dei uma mamadeira de fórmula pro meu bebê a noite e ele dormiu a noite inteira. Era fome!” Não, não era fome! O bebê dorme a noite inteira após tomar fórmula, pois a fórmula é igual uma feijoada. Ela pesa, é de difícil digestão, gordurosa e, automaticamente, vai “dopar” seu bebê. Acredite, é uma fase e vai passar. Com o tempo, o bebê demandará menos de você e tudo será mais fácil e prazeroso. Leia sobre isso no nosso post sobre puerpério.

4) Peito murcho não é sinal de peito vazio

A gente bem que queria ter um medidor de ml nos seios para saber quanto o bebê mamou, mas é preciso lembrar que peito é fábrica e não estoque. 80% do leite é produzido durante a mamada e não no resto do dia. Não pense que aquilo que está em “estoque” no peito cheio é o que o bebê mama, ele mama aquilo e mais! E, se não tiver leite “estocado”, ele será produzido e o bebê mamará normalmente. Nos primeiros meses de vida do bebê, a mãe produz muito mais leite do que o necessário e aí se acostuma com o peito sempre cheio e vazando… este cenário não será assim para sempre. Após esses meses, a produção se adequa à demanda e, por isso, vai parecer que o peito está vazio, mas ele não está! 

5) Chupeta atrapalha a amamentação – existe confusão de bicos

O uso de bicos artificiais (chupeta, bico de silicone e mamadeiras) podem causar a confusão de bicos no bebê. Basicamente, o bebê nasce com um instinto de mamada que consiste na projeção da língua e movimentos de sucção próprios para o seio materno. Ao usar chupetas e bicos (principalmente os ortodônticos) o movimento de sucção do bebê é distinto do movimento feito junto ao seio, fazendo com que o bebê se confunda da forma de mamar. Com o uso de bicos artificiais, o bebê desaprende como se mama no seio materno e pode começar a apresentar sintomas de irritação, choro constante e ânsia de vômito ao entrar em contato com o bico do seio da mãe, levando ao desmame precoce. Ou seja, ao usarmos esses artifícios, o bebê pode confundir a forma de mamar, dando preferência aos bicos artificiais. Leia mais sobre isso no artigo do Grupo Virtual de Amamentação, clicando aqui.

 

 

 

 

O segundo filho – sobrevivendo ao puerpério

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O Segundo Filho

Como ter um puerpério bem mais tranquilo

Muitas amigas me dizem que não terão mais filhos por causa da experiência com o primeiro. A boa notícia é que é diferente! Aquele desespero inicial que passamos no primeiro mês de vida do recém nascido é muito mais tranquilo no segundo.

Minha filha tem um mês. Eu não sofri nem um quinto do que sofri com o primeiro. Pra dizer que não falei de flores, eu entrei em um mini desespero na primeira semana, mas o meu desespero era outro. Tenho um menino e trocar fralda de menino é mole! Agora veio uma menina… que nervoso que me deu ver aquela perereca cheia de cocô!! Fora o corrimento que ninguém te conta que a recém nascida terá.. mas o meu desespero durou uma semana só e passou.

Como já sabemos que somos mães capazes de cuidar de um mini ser humano, ficamos mais calmas, afinal, sabemos que não vamos matar ninguém!

Vou falar da minha experiência e creio que seja de muita valia pra mães de primeira viagem que pensam em ter o segundo e pras mães que esperam o segundinho e já estão sofrendo por antecedência. Não é preciso se desesperar!
Uma dica valiosa é entender que é uma fase e vai passar. Lembro de que no meu primeiro filho eu me descabelava, pois achava que ele tinha que dormir e ficava na ansiedade querendo saber quando ia dormir. Eu me preocupava demais com o choro dele, pois ele tinha acabado de mamar e não poderia ser fome e se não era fome, o que poderia ser? E isso tudo consumia meu emocional de uma forma que somado a exaustão física, acabava comigo. Lembro de ler que não era indicado pegar muito no colo pra não acostumar o bebê mal e assim eu fazia… Ao invés de ser gostoso, era impossível! Humpf.

Acredite! É uma fase e vai passar. Aceitar isso é libertador. Aceitar que seu bebê está na exterogestação, ou seja que até os três primeiros meses é como se ele ainda estivesse na barriga, vai te fortalecer emocionalmente. Eu não espero nada da minha bebê. Não espero que ela durma. Se dormir, ótimo, mas se não dormir é normal. Não fico ansiosa pra conseguir tomar banhos demorados ou pra sair na rua. Tenho calma, aos poucos isso vai acontecer. E vai mesmo! Não precisa ser ansiosa e querer que isso aconteça agora.
Bebês mamam.. e mamam muito!! Não se iluda de que só pq ele acabou de mamar ele não vai mamar de novo. Ele vai mamar de novo! E de novo! Tem dias que ela mama e dorme logo em seguida e eu consigo ficar 30 minutos sem ela, mas tem dias (a grande maioria) em que ela mama, arrota, mama de novo, arrota, mama de novo… e não é por pega errada nem por pouca produção de leite… é simplesmente pq ela quer! Pq está com gases, pq está querendo aconchego, pq tá com fome de novo, pq tá assustada, tá com frio, tá com calor… é peito ! peito! peito! e são mamadas longas e demoradas. Também não é pra desesperar! Não vai ficar assim pra sempre! As mamadas serão mais rápidas mais pra frente. Eles irão mamar 10 minutinhos e se satisfazer, mas agora, por agora, é isso que eles fazem e é desta forma que eles aprenderão como fazer mais rápido.
E o choro? Bebês choram… as vezes basta colocar ela no berço que abre o berreiro. Com meu primeiro filho eu entrava em desespero, tacava chupeta, colocava música, fazia carinho pra tentar acalmar… essas técnicas não são para bebês de 0 a 3 meses! Bebês de 0 a 3 meses querem colo! Dê colo pra eles! Você vai ficar mais calma, eles vão ficar mais calmos e, novamente, seu psicológico estará mais erguido para aguentar a exaustão física. Com o tempo você vai ter PhD em fazer as coisas com o bebê no colo. Uma solução prática é usar o sling dentro de casa. Eles ficam calmos e dá pra fazer alguns afazeres domésticos.

Bom, é isso. Pra sobreviver ao puerpério nós não precisamos de bebês calmos. Nós precisamos nos acalmar! Precisamos entender que:

  • Bebês mamam muito;
  • Eles querem colo;
  • Essa demanda de atenção contínua é passageira e tudo vai melhorar!!

Pra mim, cuidar do segundinho está sendo muito mais tranquilo do que cuidar do primeiro e atribuo essa facilidade ao entendimento de que eu preciso de calma e tranquilidade e que ela precisa de mim 24h por dia e que vai passar.

Diabetes Gestacional

DIABETES GESTACIONAL x PARTO NORMAL

Não é indicação para cesariana

No início do pré natal o médico irá pedir exame de glicemia e, se acima de 90, ele poderá pedir o exame de curva glicêmica que é o exame responsável por fechar o diagnóstico de diabetes gestacional. Caso o primeiro exame não dê alteração, o médico pedirá o exame de curva glicêmica no segundo trimestre.

O exame de curva glicêmica consiste na medição da glicemia 60 e 120 minutos após a ingestão de alta concentração de glicose. Se os valores derem alterados, a gestante é diagnosticada com DG e deve iniciar o tratamento. Mesmo que essa alteração seja mínima, ainda assim o diagnóstico é de DG.

Meus exames deram alterados. Sempre 10 ou 20 acima do permitido na curva e, por isso precisei iniciar o tratamento. Primeira coisa a se fazer é procurar um endocrinologista e uma nutricionista. É preciso fazer dieta, pois há quem consiga fazer o controle glicêmico apenas com dieta, outras precisarão de insulina.

Eu fiz o controle só com dieta. É uma dieta chata, pois é preciso cortar o açúcar, diminuir consideravelmente a ingestão de carboidratos, aumentar a ingestão de fibras e produtos integrais. Além disso, é prudente fazer controle da glicemia com aparelho em casa. As minhas idas a endócrino não foram produtivas e, por causa disso, continuei meu controle em casa e me reportava a minha obstetra e ao meu irmão clínico.

Já adianto que é muito difícil e demanda muito autocontrole, pois a tentação é enorme! Qual grávida que não adora um doce???? Mas não pode.

No que a diabetes gestacional influencia no parto? Infelizmente, em muita coisa. Caso a diabetes não esteja controlada, a mãe pode gerar um bebê grande demais, além de poder desenvolver polidramnia  (aumento do líquido amniótico), também aumentar as chances de o bebê ter hipoglicemia após o parto e de o parto ser prematuro. Se isso acontecer (exceto o parto prematuro), a gestação deve ser interrompida no termo, ou seja, com 40 semanas a mãe precisará induzir seu parto. Há algumas médicas humanizadas que optam pela indução com 39 semanas.
E qual o problema de induzir? A indução do parto é, por natureza, uma intervenção médica e, a partir do momento em que há uma intervenção médica, fica aumentada a possibilidade de serem necessárias outras intervenções médicas, em verdadeiro efeito cascata.
Para uma mulher que não tem cesariana prévia, a indução mecânica acontecerá primeiro para maturação do colo uterino, geralmente com uso de comprimidos vaginais. Após a maturação do colo, se o trabalho de parto não iniciar, é utilizada ocitocina sintética. Já não é um processo natural e, portanto, tem seus riscos. Caso a mulher tenha polidramnia, aumenta-se o risco de prolapso de cordão (cordão sai antes do bebê ou ao seu lado) e, por consequência, aumenta-se o risco de se precisar de uma cesariana.
Se a mulher tiver cesariana prévia, aí que é pior, pois não se pode usar o comprimido e as outras formas de indução que sobram, podem não ser eficientes como o uso da sonda de Foley.
Então, não é inteligente fazer pouco caso da DG. É preciso levar a sério a dieta para que tudo fique controlado e a médica possa aguardar o nascimento do bebê de forma natural. A maioria das médicas humanizadas do RJ não esperam o trabalho de parto voluntário e induzem o parto com 40 semanas, porém, há estudos europeus que indicam ser seguro aguardar o trabalho de parto da gestante com DG que está com o nível glicêmico controlado, bem como peso e vitalidade fetal.

Para as mães que fazem controle da diabetes com insulina, a conduta médica poderá ser diferente, mas a princípio é mandatório a indução no termo, ou seja, com 40 semanas.

Novamente: diabetes gestacional nenhuma é indicativo de parto cesárea agendado. Se há algum risco de cesariana, este ocorre durante o trabalho de parto por conta das intervenções que possam ser necessárias ou em razão do tamanho do bebê ou prolapso de cordão em caso de líquido aumentado.

Relato de Parto Normal Humanizado

Relato de Parto Humanizado

Clique nos hiperlinks para mais detalhes

Pra quem não sabe o que é um parto humanizado, é aquele realizado por uma equipe que irá respeitar a mãe e bebê baseando suas atitudes em evidências científicas, conforme eu expliquei no post sobre parto humanizado.

Após passar por uma cesariana traumatizante e desnecessária, tive o prazer de ter um lindo parto humanizado. Ué!? Mas quem teve uma cesariana pode ter parto normal??? Sim!! e se chama VBAC (Vaginal Birth After Cesarean)

Vamos ao meu relato:

Engravidei com incríveis 106,5kg (o maior peso da minha vida) e, logo no início diagnosticamos diabetes gestacional e hipotireoidismo de Hashimoto. Iniciei a dieta para o controle da diabetes e o tratamento hormonal para o hipo.
Moro em Volta Redonda e optei por ter filho no Rio de Janeiro (capital) que é de onde eu sou e onde está a minha família, mas mais importante, por ser um lugar onde eu conseguiria uma assistência humanizada.
Na luta pela busca da equipe ideal, não me senti a vontade em pagar R$16mil que era o valor cobrado pelas indicações que tive e, milagrosamente encontrei uma obstetra que, segundo me falaram, estava no caminho da humanização, mas que pra mim era mais que perfeita pois respeitava evidências científicas e respeitava (e respeitou!) a vontade da mãe. Na minha opinião, é mais humanizada do que outras que me indicaram.
Inicialmente, tendo em vista a DG, o plano era de aguardar que a princesa viesse de forma natural até 39 semanas. Se isso não ocorresse, iríamos induzir.
Sabendo disso, já com 38 semanas comecei as induções naturais como acupuntura, caminhadas, namoro … e, em paralelo, a médica fez o descolamento de membranas para ver se conseguíamos melhorar o colo que estava com 1 cm dilatado, posterior e longo.
Na consulta de 39 semanas, foi constatado que o colo estava com 3 cm dilatados ( o que fez com que a nossa opção por foley fosse abaixo), posterior, médio e amolecido. Diante disto, a médica sentou e conversou comigo, me deixando positivamente surpresa, ao dizer que daquela forma, as chances da indução com Ocitocina darem certo seriam poucas, então que nosso amigo era o tempo e que ela, respaldada em evidências, iria aguardar 40+1 semanas para induzirmos.
Fiquei muito satisfeita e confiante, pois minha filha teria mais uma semana pra vir no tempo dela.
Nessa semana, eu fiz mais uma sessão de acupuntura (a quarta), dessa vez gratuitamente cedida pela fofa da fisioterapeuta, caminhei, namorei .. fui atrás e manipulei óleos essenciais que a fofa da Fernanda Teles da Vivo Naturalmente gentilmente me ensinou a fazer para indução do parto. Fiz tudo que pude, mas pelo visto a princesa não estava pronta ainda.
Com 39+6, marido e filhote resolveram pintar a minha barriga como forma de despedida. Foi um momento lindo!!
Na madrugada de 40 semanas para 40 semanas +1, fui acordada algumas vezes com contrações, mas não quis contar nem me preocupar, pois tinha passado as últimas duas semanas em pródomos (famoso alarme falso, onde a mulher sente contrações, porém sem ritmo) doloridos e não queria contar mais um alarme falso.
Chegamos as 40+1 semanas e, pela manhã na consulta, a médica constatou que o colo permanecia desfavorável, mas que iríamos tentar ainda assim a indução, pois cada corpo reage de um jeito e tudo poderia acontecer. Dei entrada no hospital as 11:30 da manhã para fazer um cardiotoco, já que iniciaríamos a indução por volta das 16/17h. Era o segundo cardio em 10 dias; O terceiro da gestação.
Teve algo diferente nesse cardiotoco. Todas as vezes anteriores, o marido me acompanhou, mas estávamos mais plásticos, acompanhando um exame e analisando padrões. Esse foi diferente… nesse, estávamos namorando. Estávamos em “alfa”, pois sabíamos que nossa princesa viria. Da forma que desse, mas ela viria. Lembro que a gente trocava olhares apaixonados.. beijos.. lembro de olhar pra ele tão apaixonada como no dia que o conheci (sim, foi amor a primeira vista) e lembrava de outros momentos e aquele clima todo refletia no monitor que acusava contrações regulares, mas ainda ineficientes.
Bom, levantamos e fomos aguardar o laudo. Quando cheguei no lugar que teria que sentar para aguardar, senti um quente escorrendo pela perna. Minha bolsa havia estourado. Dei um sorriso, encostei na parede, avisei ao marido que correu atrás da médica plantonista pra avisar. Ligamos pra nossa médica que ficou maravilhada! Comemorou muito! Disse que nos encontraria as 16 para conversarmos.
Internei e a médica chegou para conversarmos. Em conjunto, optamos por continuar com o plano de indução. Meus pais, meu marido e meu filho estavam conosco no quarto quando ligamos o soro. Também conversamos sobre bomba de infusão ou soro e, em conjunto, optamos pelo soro.
Bom, minutos, literalmente, minutos após o soro iniciar, começaram as contrações regulares e doloridas. Tive que pedir para que tirassem meu filho do quarto e pedi a médica para que fossemos a sala de parto humanizada.
Novamente poucos minutos se passaram até que eu chegasse na sala de parto. A médica já tinha desligado completamente o soro, pois o bicho estava pegando. Como disse a minha doula, correu só “um cheiro” de ocitocina e foi suficiente.
A indução começou as 17 e as 19 eu estava na banheira e implorei por analgesia. Esse foi o pior momento. As dores eram insuportáveis, minha doula ainda não tinha conseguido chegar… Na conversa pela manhã no consultório eu tinha sido enfática avisando que não era pra ceder ao meu pedido de analgesia, mas eu queria muito!! E agora??? Foram os piores minutos da minha vida, pois eu tive que lidar com a dor e, nos intervalos, esgotar toda a minha habilidade de advogada para convencer meu marido e minha médica de que aquele apelo não era de uma desesperada e que era sim um apelo lúcido. Graças a Deus consegui e eles cederam ao meu apelo. A médica havia me avisado que tinha uma anestesista de prontidão que era especial para partos normais e que conduziria com maestria caso fosse preciso (já que eu tinha um colo desfavorável e talvez fosse útil para o parto). Então, ela olhou pra mim e disse “Ingrid, ela demora 45 minutos pra chegar”. Tive mais uma contração e tive certeza de que não iria aguentar esperar e literalmente gritei “chama a anestesista do plantão!”.
E assim foi feito, assumi um risco enorme de estar pedindo uma analgesia duas horas após o início do TP, sem permitir que a médica me avaliasse para saber a dilatação e ainda assumi mais um risco em “usar” a médica do plantão do hospital mais cesarista da face da terra! Mais de 90% de parto cesáreo. Dei sorte. Muita sorte.

A anestesista estava na troca do plantão. Indo embora .. e ainda assim veio me atender. Conversou comigo, foi um doce (apesar da contração no meio do procedimento que me fez gritar muito para conseguir ficar imóvel). Após aplicar, veio conversar comigo e, parece que sabia de todo o meu plano de parto, pois ela me incentivou muito, disse que doía demais mesmo que agora iria melhorar que eu era guerreira e que agora daria pra ter tranquilidade para trazer minha filha ao mundo. E assim foi!
Agradeço muito pela analgesia. Foi a melhor escolha que fiz e me senti muito mais mulher e empoderada dentro daquela sala de parto por ter alterado minha escolha e optado por voltar a ter consciência, controle do meu corpo e trazer minha pequena ao mundo.
Permiti o toque após a analgesia e, pra minha surpresa, estava com 8 cm dilatados. Isso não mudou nem mudaria a minha opção, pois como eu disse antes, eu não toleraria nem mais 5 minutos de dor e eu precisava daquela analgesia independente da dilatação.
Agora sentindo dores suportáveis, pude conversar com a médica, colocar as músicas escolhidas pro parto, pude ver que minha doula havia chegado e enfim colaborar ativamente para a chegada da princesa. Rebolei na bola, agachei, me conectei com aquelas dores e pressões até que olhei pra médica e disse “to sentindo uma pressão maior e tô com vontade de fazer força”. Ela me olhou intrigada, pois não tinha passado muito tempo e perguntou se queria que ela me examinasse. Pedi que sim já que os puxos eram involuntários. Batata. Dilatação total e bebê alta. A médica então me disse pra respeitar meu corpo, fazer como eu queria, do jeito que eu quisesse. Não haveria direcionamento de força, era eu e meu corpo. Pra minha surpresa, optei por ficar deitada, pois assim me sentia melhor e, a cada puxo, sentia a princesa encaixando e escorregando… Chegou uma hora em que a médica pegou minha mão e colocou na vulva. Senti a cabeça. Ali eu chorei e chorei.. já estava na partolândia há algum tempo e depois daquilo mais ainda. Me entreguei por completo. Deixei a mão pra poder sentir ela sair, fiz muito carinho na cabeça dela, chamei… senti a médica mexendo (era pra tirar a circular. sim, teve circular de cordão e não, não é motivo pra cesárea), pensei que ela pudesse estar puxando e pedi que não puxasse. Na verdade ela estava achando q tinha mais uma volta de cordão, mas na verdade era a mão da minha princesa que estava nascendo junto com a cabeça. Continuei conectada, serena, com a minha mão fazendo carinho nela e aí senti escorregar ombros e sair.
Olhei pra baixo e lá estava ela envolta em sangue pronta pra vir pra mim. Meu marido ao meu lado, já tinha se emocionado quando viu a cabeça coroando e agora estava comigo. Eu dizia pra ela ser bem vinda, pedi pra que ela respirasse calmamente… a transição foi serena. Um miado de gato pra não dizer que não chorou por alguns segundos. Cordão foi cortado tardiamente após parar de pulsar. Marido cortou o cordão e eu aparei o do coto. Só emoção. E ali ficamos.. eu e ela. Imediatamente foi pro peito onde ficou por uma longa hora.

Tive uma mínima laceração de períneo segundo a médica. Grau II mas prioritariamente de mucosa, pouca coisa na pele. Tive também uma laceração paruretral causada pela mãozinha dela, mas que não foi suturada pela médica vez que o ponto causaria mais desconforto que a laceração.

Isabel veio ao mundo no dia 15/07/2016 às 20:43 com 3,720kg, 50 cm, 36cm de perímetro cefálico e apgar 10/10. E o melhor? Capurro 41+3!

[edição]

Depois de colocar a Playlist em aleatório, tenho que lembrar que Isabel nasceu ao som de Hello da Adele e, ao nascer a cabeça, começou o refrão “Hello from the other side…”

Equipe Médica:

Obstetra: Mayra Fontainhas
Pediatra: Rogério Leandro
Assistente: Michelle Zelaquett

Doula: Paula Inara

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O que é um parto humanizado?

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Antes de qualquer coisa, vou pedir para que vocês assistam o documentário “O Renascimento do Parto”, onde especialistas brasileiros e estrangeiros falam sobre a forma como o parto é conduzido no Brasil e como deveria ser segundo a OMS.

O parto humanizado está “na moda”. Não gosto de usar este termo, pois não é moda, é resultado da busca das mulheres e seus companheiros por melhores informações e, consequentemente, melhores opções para as mães e seus bebês.
Um parto humanizado não significa ser um parto em casa ou um parto dentro da banheira como é pensado por muita gente. O parto humanizado é aquele realizado baseado em evidências científicas, onde a mulher é respeitada como ser humano que é.

É preciso fazer a diferenciação de um parto normal vaginal e um parto respeitoso. Hoje as taxas de cesarianas no Brasil são alarmantemente altas e, em sua maioria não são eletivas, ou seja, por decisão da mulher, elas acontecem por indução médica, infelizmente.
Quando a mulher decide fazer um parto normal ela também decidirá sobre outras coisas, como por exemplo, pela intervenção médica arbitrária ou não. A nossa cultura tende a entender o médico como “Deus”, mas infelizmente, quando se trata de parto, nem sempre a verdade é dita. Eu sou pró médicos, os amo de paixão, tenho irmão e cunhada médicos que me salvam nos desesperos de mãe, mas alguns médicos não são de confiar, principalmente os médicos obstetras cesaristas.

Esse assunto é muito delicado, mas chegou a hora de falar! Não podemos ficar inertes à vontade dos médicos, acreditando que estamos “salvando nossos filhos”, quando, na verdade, somente estamos sendo coniventes com a agenda do médico que não quer fazer parto normal, pois é mal remunerado pelo plano de saúde.

Voltando ao assunto, o parto normal vaginal tradicional no Brasil é realizado: i) com a mulher deitada na cama sempre. Desta forma o canal vaginal e a vagina estão de mais fácil acesso ao médico para que ele possa intervir em qualquer necessidade de “emergência”. Qual é o problema dessa posição? Esta posição além de extremamente desconfortável pra gestante durante as contrações é contra a própria lei da gravidade. A força a ser realizada terá de ser maior, além de que as contrações podem se tornar não eficientes o que pode acarretar numa cesariana por estagnação do trabalho de parto; ii) com episiotomia em quase 100% dos casos. A episio é o famoso “cortezinho” feito na vagina da mulher. Esta é uma intervenção médica que, segundo evidências científicas não apresenta benefícios à parturiente quando realizada de forma indiscriminada. A justificativa médica para a realização da episio é de que de, se não feita, a mulher poderá sofrer lacerações enormes no períneo e outras áreas da vagina, fazendo com que as infecções sejam mais recorrentes. É mentira. As evidencias científicas, ou seja, os estudos reais feitos em mulheres que pariram com e sem episio comprovaram que a episio AUMENTA o risco de infecção, AUMENTA o risco de laceração grave (ela mesma já é uma laceração grave) e aumenta o risco da mulher ter laceração em outros partos vaginais.  Além do mais, é extremamente desconfortável para a gestante e pode trazer complicações no pós parto; iii) com uso de ocitocina sintética, o famoso sorinho. A ocitocina é produzida normalmente pelo corpo da mulher, mas ao adentrar no hospital em trabalho de parto, os médicos costumam dizer que vão dar uma ajudazinha pra mãe e colocar no sorinho para acelerar o trabalho de parto. A ocitocina sintética aumenta as contrações uterinas, fazendo com que as dores sejam maiores do que as dores naturais. Óbvio que há casos de indicação real do uso de ocitocina, mas o que se vê hoje é sorinho em todas as mulheres que chegam em trabalho de parto. A consequência do uso do soro? Bom, a mulher vai vivenciar uma dor mais forte do que a que naturalmente iria sentir. Com isso, as chances dela pedir anestesia são maiores e, em um parto com anestesia, maior a probabilidade do parto ser deitada, de se fazer necessária a episio e, em casos mais graves, o parto poderá acabar em uma cesariana. Há consequências maiores e mais profundas relacionadas ao vínculo mãe e filho, já que a ocitocina é o hormônio do amor. Mas esse papo eu deixo pro filme O Renascimento do Parto explicar melhor.

Se o parto normal é realizado desta forma no Brasil, quem foi que disse que tem que ser diferente? A NATUREZA! A OMS! AS MÃES!

Em um parto Humanizado tudo isso pode ser que aconteça, mas só vai acontecer se mãe quiser.

Como funciona o parto humanizado?
Ao final do post, colocarei algumas frases que ouvi e as respostas sobre o assunto. Por enquanto, vamos as explicações práticas.

No parto humanizado, como eu disse acima, a mulher é respeitada como ser humano que é. No parto humanizado, a mulher tem o direito de escolher. Não existe essa de “deita na cama!”, ou ainda “para de gritar para não assustar as outras grávidas” … é um ambiente livre de violência obstétrica de qualquer monta. A mulher é respeitada! Se ela quiser ficar em pé, ela ficará em pé, se quiser deitar, deitará, se quiser entrar na banheira, idem… aí você me pergunta: e se a posição que ela escolher estiver atrapalhando o parto? Com toda educação do mundo que um médico ou equipe humanizada possui, será informada a gestante de que aquela posição não está favorecendo o bom desenvolvimento do parto e será sugerida a troca de posição. Simples assim, né? Como todo ser humano deveria ser: educado! E não cheio de “minha filha, você tá querendo que esse menino nasça ou não? Desse jeito não dá!”.
Além da educação e respeito à mulher que poderá optar por diferentes condutas, inclusive as médicas (não ter episio, não ter ocitocina, etc), há também um manejo no parto baseando-se em evidências científicas. Explico com um exemplo prático. Os médicos que apoiam o parto normal, mas não são humanizados, se baseiam em estudos antigos para conduzir o trabalho de parto. A escola antiga dizia que a mulher deve dilatar 1cm a cada hora de trabalho de parto, mas essa progressão já foi derrubada há algum tempo. O trabalho de parto é imprevisível e requer mais do que 1cm/h para chegar a conclusão de que não está progredindo. Se a mãe deu entrada no hospital as 9 da manhã com 3cm de dilatação e as 13 ela permanecer com 3 cm de dilatação, o médico não humanizado vai indicar a cesariana alegando que a mãe não teve passagem. O médico humanizado vai sugerir mudança de posição, banhos relaxantes, massagens … em último caso, com análise de outros fatores como bem estar fetal, ele poderá sugerir o uso de analgesia (não é anestesia como na cesariana – a mãe continuará andando) ou até mesmo de pouca dose de ocitocina. Ou seja, serão apresentadas opções à gestante que deseja o parto normal, antes que se encaminhe a uma cesariana. O médico humanizado somente indicará uma cesariana quando esta for necessária, ou seja. imprescindível para salvar mãe e/ou bebê.

Só assim por alto dá para ter uma noção da diferença. Parto humanizado não significa parto de mãe natureba, palhaçada, frescura.. não. Significa poder estar sendo amparada por profissionais que irão respeitar a mulher que está parindo e suas vontades e que irão agir de acordo com evidências científicas e não de acordo com a velha prática da medicina.

 

Vamos as perguntas:

1) Quem pode fazer um parto humanizado? 
Qualquer profissional capacitado pode. A dúvida pode estar na confusão entre parto domiciliar e parto humanizado. O parto humanizado pode acontecer em qualquer lugar! No hospital, em casa, em casas de parto… Quanto ao parto domiciliar, esse pode ser assistido por médicos ou por enfermeiras obstétricas. Não entrarei a fundo nesse assunto de parto domiciliar.

2) Só dá pra fazer parto humanizado pagando?
Não! Hoje o SUS conta com diversos estabelecimentos humanizados. Ou são casas de parto que abrigam apenas as gestantes de baixo risco onde o parto é conduzido por enfermeiras obstétricas ou são hospitais como o Maria Amélia no Rio de Janeiro e o Sofia Feldman em Minas Gerais. São centros de excelência na assistência à mulher durante o parto, equipados com suítes e todos os aparatos para que a mulher seja respeitada e possa parir com dignidade sem sofrer violência obstétrica.

3) No parto humanizado, o bebê também é tratado de forma diferente?
Sim! Assim como na mulher, somente será aplicado ao bebê condutas baseadas em evidências científicas. A mãe pode optar pelo clampeamento tardio do cordão umbilical, o bebê vai imediatamente para o colo da mãe, mama na primeira hora e jamais é afastado dela. Outros procedimentos invasivos como aspiração das vias aéreas somente são aplicados se necessários, diferentemente da realidade atual onde todos os bebês são aspirados.

4) Já que é mais simples, pq é tão difícil parir dentro do conceito humanizado?
Infelizmente estamos na fase de transição. Não é fácil quebrar paradigmas antigos. Não são todos os profissionais da área da saúde que querem se atualizar e estudar os novos dados relacionados ao parto. Os hospitais não tem interesse financeiro que a mulher tenha parto normal. O parto normal não gasta nada do hospital, só a hotelaria. Não tem aluguel do centro cirúrgico pra cobrar, material, pessoal… Da mesma forma, alguns médicos não querem (e eles tem esse direito) receber míseros 300,00 reais para acompanhar um trabalho de parto que pode durar 16/20 horas! E, por causa disso se esquivam de realizar o parto normal. Vale fazer a observação de que respeito o médico que informa a gestante desde o início de que não irá acompanhar o parto normal. É direito dele e é direito dela saber isso. Eu abomino os profissionais que levam a gestante no papo até as 37 semanas para somente então dizer que não faz parto normal ou então pior: começam a inventar motivos para fazer cesariana e assustar a mãe. Pra quem se interessar, segue link com os mais comuns casos de falsas indicações de cesariana, ou seja, falsos motivos alegados pelos médicos como sendo determinantes para fazer uma cesariana: Indicações reais e falsas de cesariana

5) É possível ter uma cesariana humanizada?
A maioria das pessoas que falam sobre humanização do parto dirá que não. Mas, eu não concordo. A cesariana agendada sem motivo por si só não é humana por não respeitar o tempo de nascimento do bebê, mas e a cesariana indicada intra parto? Não tem como essa ser humanizada? Tem sim! O centro cirúrgico pode estar em temperatura ambiente ao invés de gelado para que facilite a termorregulação do bebê. O obstetra pode operar em penumbra. É possível permitir música no centro cirúrgico e mais importante: o bebê deve ser tratado de forma humana. Nada de intervenções desnecessárias, a mãe pode e deve ser desamarrada para segurar o bebê, o cordão pode ser clampeado tardiamente, dá pra amamentar no centro cirúrgico. Ou seja, não é pq se está em uma cirurgia que não dá pra respeitar a mãe e o bebê. Então, pra mim, dá sim pra uma cesariana ser humanizada.

essa não é bem uma pergunta, mas é uma crítica que li e que precisa ser rebatida:
“o parto humanizado é fruto de propaganda e marketing. Isso é coisa de quem tem dinheiro. Só serve para dar dinheiro pra doula. Plano de saúde cobre doula? Claro que não!”.
Primeiro é preciso esclarecer o papel da doula. O que é uma doula? Doula são mulheres contratadas ou não pela gestante que servirão como apoio a mulher que está parindo. Ela fará massagens, segurará a mão… a Doula não faz parto, a doula não faz intervenção, a doula não é responsável por partos, a doula não afere pressão, não escuta batimento cardíaco… a doula é o apoio emocional da mulher. Esclarecido isso, como é que o plano de saúde vai cobrir doula?? A doula pode ser sua mãe! Sua irmã!
Bom, parto humanizado não é fruto de propaganda, é fruto de informação! Quem lê, quem se informa, acaba buscando o melhor pra si e para o filho! Ponto. E, se ela optar por uma cesariana eletiva, ela estará ciente do que está fazendo e não estará sendo enganada por nenhum profissional. Essa é a diferença! A mulher tem o direito de escolher a forma de ter seu filho e eu sou muito a favor disso, desde que ela faça as escolhas sabendo o que está realmente acontecendo.

 

É isso! Parto humanizado é humanizar o parto. É respeito, informação e direito a escolhas. Você tem o direito de saber e tem o direito de escolher. 

Eu tive um parto humanizado. Clique aqui e leia meu relato.

Onde consertar o meu carrinho de bebê importado?

No meu post sobre o melhor carrinho de bebê , eu indiquei muitas marcas importadas que vendem aqui. O maior medo de comprar esses modelos ou de até mesmo comprar eles nos EUA quando o enxoval é feito lá, é com relação a assistência técnica. E se o meu carrinho quebrar? Como é que eu faço? Onde consertar carrinho de bebê importado? Britax? Quinny? Stokke?

Apesar dos modelos importados serem de qualidade superior aos modelos brasileiros e aguentarem bem por anos, eventualmente o mal uso pode danificar o carrinho do seu bebê. De fato são poucos os locais que prestam esse tipo de assistência técnica, mas se você é mãe do Rio de Janeiro, pode respirar tranquila!!! A equipe da Baby Tec é extremamente capacitada para consertar os mais diversos modelos de carrinho, incluindo os mais difíceis como Stokke, Quinny, 4Moms (origami) e outros.

Eu as conheci, pois meu filho de 03 anos fez o favor de, durante uma pirraça, quebrar o apoio do pé do carrinho. Eu enlouqueci , pois tinha acabado de chegar dos EUA onde fiz o enxoval da minha filha e não tinha previsão de voltar. Dei uma procurada no google mas não encontrei nenhuma assistência “oficial” e não quis tentar fazer o conserto e acabar estragando mais. Por ser uma peça de plástico, eu tentei colar, tentei remendar, tentei de tudo! e cheguei a conclusão de que eu teria de comprar o mesmo carrinho usado de alguém e trocar os assentos.

Ocorre que um carrinho da marca do meu filho não é vendido por menos de R$800,00 e seria um prejuízo considerável que teríamos tão perto do nascimento da segunda filha. Até que surgiu um milagre! A Baby Tec ! Ligamos para diversos comerciantes e representantes comerciais que vendiam as marcas importadas e a resposta era unânime: vai na Isabela! Somente a Isabela da Baby Tec vai poder te ajudar nisso! Não tem igual. Se não tiver conserto, ela vai arrumar uma forma de consertar! E não é que é verdade???

Meu carrinho entrou quebrado e, após R$90,00 saiu como novo! Ela não tinha a peça original e não sei como, apareceu outra exatamente igual (mas ela avisou que era paralela) no lugar! Não fez diferença alguma e não deixou a desejar! O Carrinho ficou como era antes e eu economizei um bom dinheiro. Após conversar com ela, descobri que atuam há mais de 20 anos no mercado fazendo reparos de carrinhos importados! (isso explica a indicação em massa)

Além do serviço de reparo, elas oferecem o serviço de higienização. Eu já aproveitei e mandei higienizar o primeiro carrinho do meu filho que é um PLIKO P3 + o bebê conforto para deixar na minha mãe em casos de emergência. Pude ver algum dos trabalhos pessoalmente e não tem mofo que resista à higienização deles! Recomendo e muito!!!

Elas atendem em Botafogo e no Recreio, o prazo de entrega é relativamente curto e o serviço muito bem executado.

Bom, é isso. A única insegurança de comprar um carrinho de bebê importado acabou! Pelo menos pras mamães do RJ! Podemos comprar o carrinho que acharmos mais eficiente e lindo, pois temos a quem recorrer em caso de sufoco! Ainda bem!

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Mala Maternidade

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O QUE LEVAR NA MALA DA MATERNIDADE???

Os médicos aconselham que a mala da mamãe e do bebê estejam prontas até o sétimo mês de gestação. Aí vem a dúvida: o que levar? o que é realmente necessário? Primeira dica importante é pegar a lista que a maternidade disponibiliza. Algumas maternidades não pedem itens de higiene pro bebê, pois elas dão, outras até o álcool gel pedem para levar. Então é preciso avaliar cada caso.
Após pegar a lista da maternidade, é possível levar mais coisas do que eles pedem ou somente aquilo. Como terei filho em outra cidade, minha mala está indo mais recheada do que o necessário para cobrir imprevistos.

MALA DO BEBÊ

Eu não optei por comprar aqueles kits tradicionais de mala de maternidade. Como mãe de segunda viagem, sei que a mala será pouquíssimo usada (ainda mais se não tiver rodinhas) e a mala do bebê acaba sendo infantil demais para a mãe carregar. Optei por comprar uma mala de mão e uma bolsa de bebê mais parecida com uma bolsa de mulher.

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mala de mão

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Bolsa do bebê que parece com bolsa comum

E o que vai dentro? Dentro da mala de mão, eu coloquei roupas e na bolsa deixei itens de higiene. Vale a pena separar os kits de roupa em saquinhos e identificar para facilitar na hora de fazer as trocas. Se o parto for cesariana, a enfermeira fará a troca e o seu acompanhante também. Tudo que for mais fácil, será melhor.

 A minha maternidade disponibilizou esta lista:

– 2 mantas
– 6 cueiros
– 6 mudas de roupas completas
– 1 pacote de fraldas tamanho P
– 3 pares de luvas
– 1 bebê conforto (para maior segurança no momento da alta)
– 1 escovinha de cabelo
– 3 bodies
– 3 pares de meia
– 2 panos de boca
– 1 touca
– 1 Mosquiteiro para berço

Eu, como exagerada que sou, optei por colocar mais coisas. Minha filha nascerá no frio, então imagino que as roupas de linha (estilo saída de maternidade sejam mais quentinhas). Por causa disso, estou levando 5 kits completos de roupa de linha, compostos da roupa de linha + body+ manta + acessório para cabeça + meia ou sapato. Desses 5, um kit é a primeira roupinha que ela irá usar e a outra é a saída da maternidade. Das três que restaram, uma é tamanho P caso ela nasça muito grande.

Mala de mão aberta

Mala de mão aberta

 

Primeira Roupinha

Primeira Roupinha

 

Saída Maternidade

Saída Maternidade

 

Conjunto linha

Conjunto linha

 

Conjunto linha P

Conjunto linha P

 

Conjunto linha

Conjunto linha

Coloquei também duas fraldas grandes para cobrir o visitante que queira pegar ela no colo e mais 3 fraldas de boca menores para uso da bebê.

Fraldas de boca e colo

Fraldas de boca e colo

Estou levando quatro cueiros. Os cueiros são peças coringas, eles podem ser usados para enrolar o bebê, para cobrir o berço, cobrir a cama para trocar o bebê ou ainda cobrir o colo de quem for pegar.

Cueiro

Cueiro

Por ser inverno, estou levando um cobertor felpudo, já que cada kit de roupa de linha tem uma manta correspondente.

Cobertor Felpudo

Cobertor Felpudo

Uma toalha de banho.

 

Toalha

Toalha

Como plano B, estou levando 4 conjuntos de macacão + body RN. Eles são mais fresquinhos e servirão tanto para a maternidade como para qualquer emergência que me faça ficar mais tempo na outra cidade.

Conjuntos de macacão + Body RN

Conjuntos de macacão + Body RN

Conjuntos de macacão + Body RN

Conjuntos de macacão + Body RN

Por causa da previsão dela nascer maior, também estou levando três conjuntos de macacão + body P 

Conjuntos macacão + body P + 1 manta

Conjuntos macacão + body P + 1 manta

Luvas, meias, toucas e sapatinhos extras.

Luvas, meias, toucas e sapatinhos extras.

Luvas, meias, toucas e sapatinhos extras.

Mosquiteiro para carrinho. Serve para cobrir o bercinho para fugir de mosquitos no meio desse surto de doenças pelo Aedes.

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Com relação aos ITENS DE HIGIENE, estou levando:

Uma necessaire com tesourinha de unha, pomada anti assadura, chupetas e um sabonete líquido granado.

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Um kit com escova e pente de cabelo
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Um pacote de fraldas RN (até 4,5kg) com 42 fraldas e um pacote com fraldas PP (até 6kg) com 50 fraldas, além de um pacotão de lenços umedecidos para RN com 96 lenços.

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Um pacote de fraldas RN até 4kg para o caso da bebê nascer antes do tempo.

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A mala da mamãe não está pronta, mas levarei:

– duas camisolas com abertura frontal para facilitar a amamentação
– 3 soutiens de amamentação
– dois pacotes de calcinha descartável absorventes da marca Plenitude (ótima substituta para absorventes noturnos)
– Um hobby quentinho
– chinelo
– Itens pessoais de higiene (escova de cabelo, escova de dente e pasta, shampoo, condicionador, etc)
– absorvente de seio
– cinta pós parto
– máquina fotográfica
– som para o parto
– roupa para a alta
– calcinha comum e alta
– maquiagem básica, mas muito básica mesmo
– carregador do celular e da câmera

Ultras

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Quais são as ultras e quantas devemos fazer durante o pré natal?

Infelizmente, há uma grande diferença entre quem faz o pré natal pelo SUS e quem faz particular. No SUS eles fazem duas ultras, enquanto no particular são muitas. No SUS ainda há a dificuldade no agendamento dessas ultras, pois nem sempre tem vaga e a gestante acaba perdendo a “janela” para fazer o exame.

No particular, as ultras são solicitadas pelo Obstetra que faz o acompanhamento do pré natal e, normalmente, são as seguintes:

  • Primeira ultra: Esta ultra é realizada por via transvaginal assim que se descobre a gravidez e após o beta dar mais de 1000 para que se tenha certeza de que o saco gestacional está implantado no útero e não nas trompas ou cavidade abdominal. Há médicos que sequer pedem essa ultra, pedindo tão somente a ultra seguinte. Geralmente o que se vê é um pontinho preto no meio do útero. No máximo já poderá ser visualizado o saco gestacional e a vesícula vitelínica (um círculo transparente) que desaparecerá mais pra frente.
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    O pontinho preto na ultra é o saco gestacional dentro do útero

    Aqui é possível ver que o saco gestacional está maior e dentro dele está a vesícula vitelínica

    Aqui é possível ver que o saco gestacional está maior e dentro dele está a vesícula vitelínica

  • Ultra para verificação dos batimentos: Após 07 semanas da DUM (data da última menstruação), o médico solicitará uma ultra para constatar a existência de batimentos cardíacos, bem como determinar a idade gestacional. Ela também é feita por via transvaginal. Conforme falado no post sobre quantos meses são “X” semanas, esta ultra deverá ser realizada antes de 12 semanas para que seja determinada a idade gestacional com mais precisão. A idade gestacional constatada na primeira ultra que apareceu batimento cardíaco (desde que com menos de 12 semanas) será a idade gestacional (semanas) a serem contadas pelo resto do pré-natal. Isso acontece, pois os bebês nessa fase se desenvolvem de forma parecida, sendo a margem de erro muito pequena (dias apenas). Ou seja, é a partir dessa idade gestacional que se chegará a DPP (data prevista do parto) mesmo que lá pra frente as outras ultras comecem a dar diferença.

    Dentro do saco gestacional (parte preta) há um feto de 8 semanas

    Dentro do saco gestacional (parte preta) há um feto de 8 semanas

  • Translucência Nucal: esta ultra também é conhecida como a morfológica do primeiro trimestre. Este exame deve ser realizado entre a 11ª e 14ª semana. A partir de 14 semanas, não é possível fazer a medição da translucência nucal. Ela pode ser realizada por via transvaginal ou abdome. Além desta medição, também é feita a medição do osso nasal. Ambas as informações são cruciais para a análise de possível alteração cromossomial, o que poderia trazer um bebê com algumas síndromes como a síndrome de Down. Caso esta medição dê alterada, o médico pedirá exames complementares para avaliação. Nesta ultra o médico poderá palpitar o sexo do bebê. Com esta idade gestacional, ainda não há órgão sexual formado, mas apenas um broto que irá se desenvolver. A angulação dele pode direcionar para um sexo ou para outro, porém, a margem de erro é de 20%! Então nada de comprar enxoval baseado nesse palpite.
    Medição da translucência nucal

    Medição da translucência nucal

     

    Palpite pela angulação do broto genital

    Palpite pela angulação do broto genital

  • Ultra para ver o sexo: Realizada pela barriga. Após as 16 semanas, a gestante pode solicitar ao médico um pedido de ultra apenas para que se descubra o sexo do bebê. Essa ultra não tem qualquer objetivo médico, mas tão somente a verificação do sexo mesmo.

    Uma menina!

    Uma menina!

  • Morfológica: Realizada pela barriga. Também conhecida como morfológica do segundo trimestre, esta é de longe a mais importante ultra realizada. Ela deve ser feita preferencialmente entre 18 e 20 semanas de gestação. Este exame é importante, pois além de analisar toda a formação externa do bebê (rosto, mãos, pés, membros…) ela também analisa a formação interna do bebê, órgão a órgão, bem como o fluxo sanguíneo do bebê (cordão e placenta) e fluxo sanguíneo do útero.  A posição da placenta também é avaliada, dentre outras verificações cruciais para o acompanhamento futuro.

 

  • Eco Doppler Fetal: Realizada pela barriga. Antigamente este exame era solicitado apenas para mães que tivessem alteração no coração do bebê na ultra morfológica. Hoje em dia, essa ultra é solicitada para todas as gestantes do pré natal particular. Esta ultra não analisa outras informações do bebê além do coração. É uma análise minuciosa do coração para verificar se há alguma má formação, pois em havendo, será necessária uma cirurgia após o nascimento. Este exame deve ser realizado entre a 18ª e 24ª semana.
    Análise do coração

    Análise do coração

     

  • Ultrassonografia com Doppler colorido: após a eco doppler, os médicos costumam solicitar mais algumas ultras para a gestante, geralmente com 28/29 semanas, depois com 32 semanas e uma última ao final da gestação. É possível fazer ela 3d/4d para ver o rostinho do bebê. Estas ultras são apenas para constatar como anda o bebê, se está havendo crescimento adequado, se os nutrientes estão chegando como deveriam…. Não acredite em falácias de que é preciso ver o grau da placenta, se há circular de cordão no pescoço e se o bebê está grande demais. Essas informações são irrelevantes. O que precisa ser visto é: o bebê está recebendo os nutrientes que deveria? O fluxo sanguíneo das artérias uterinas e do cordão estão ok? Se sim, qualquer outra análise para realização ou não de parto normal/cesária deverá ser feita durante o trabalho de parto, mas isso eu falo em outro post.
    Ultra 3d com 32 semanas

    Ultra 3d com 32 semanas

     

  • Perfil Biofísico Fetal: Esta ultra não é uma ultra que faça parte do pré natal da gestante de baixo risco. Quando a gestação apresenta risco, é comum que, ao final da gestação, geralmente por volta das 37 semanas, o médico solicite este exame. O perfil biofísico fetal consistirá em duas etapas, sendo a primeira a realização de uma ultra e a segunda a realização da cardiotocografia.  Ao final, o bebê ganhará uma nota que, em sendo superior a 6, estará tudo bem com o bebê. A ultra analisará: 1) O movimento fetal; 2) o tônus fetal; 3) Movimentos respiratórios fetais; 4) volume aproximado de líquido amniótico. Já o cardiotoco irá analisar a ausência de stress do feto. Este exame é realizado com a gestante deitada ou reclinada com dois monitores amarrados em faixa na barriga. Um monitorará o coração do bebê e o outro as contrações uterinas. Ao mesmo tempo, a gestante ficará com um dispositivo na mão para acionar sempre que o bebê mexer. Geralmente há necessidade do acionamento de um som alto (geralmente buzina) para que o bebê desperte e eleve os batimentos cardíacos.
Cardiotocografia

Cardiotocografia

 

Notas do Perfil Biofísico Fetal

Notas do Perfil Biofísico Fetal

Chá de bebê

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Vale a pena fazer chá de bebê?

Lá pras vinte semanas de gestação, essa pergunta começa a rondar as nossas cabeças. E aí? Vale a pena ou não vale a pena fazer o chá?
Depende.
Vago, né? Mas realmente depende e muito!

Antigamente os chás de bebês eram feitos pelas madrinhas/avós dos bebês que ofereciam uma “festa” somente para as mulheres com o único intuito de ajudar esta futura mamãe nos itens do enxoval e nas fraldas. Cada mulher levava um prato de comida e um pacote de fralda/presente. Com o tempo, esta tradição mudou e, hoje em dia, um chá de bebê é um evento tal como uma festa de um ano de idade. Se a família possuir condições financeira para tal, não há problema nenhum em fazer um chá de bebê chic, mas pras mamães que não topam gastar tanto assim, fica a dúvida se realmente vale a pena.

Na minha primeira gestação, fiz um chá de bebê para 80 pessoas e, aproximadamente, 60 compareceram. Eu estava em repouso absoluto e, por isso, minha prima e minha mãe foram as responsáveis pela elaboração do chá. Eu colaborei com R$1500,00 e minha mãe patrocinou o restante. O menu de comidas foi desnecessariamente vasto e, por causa disso, os gastos também. Para realizar o chá gastamos em torno de 3 mil reais e o que recebemos em produtos ficou em torno de R$1.500,00. Mas o que valeu apena mesmo foi estar entre pessoas amadas que só queriam o bem para o meu filho e poder fazer o registro em fotos!

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Com relação aos presentes, eu fiz uma lista online para quem quisesse escolher o presente que gostaria de dar. Eu optei por especificar as marcas das fraldas, lenços e pomada anti assadura e não acho que isso seja indelicadeza. Não adianta o convidado gastar $ com uma coisa que não será usada pela mamãe ou bebê.

Vale lembrar que cada convidado deverá levar o seu presente! Chá de bebê não é igual aniversário então não vale levar um presente só pra família inteira. Cada convidado com seu pacote de fralda 😉

Mas não é bem assim que acontece, então é preciso levar em consideração que casais e famílias levarão um pacote de fraldas. Assim dá pra estimar quantos pacotes você irá ganhar para poder estimar o tamanho de cada a ser pedido, conforme explicado no post sobre fraldas.

A decoração foi relativamente simples, com alguns itens personalizados que mandei fazer (aumentou o custo do chá).

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Centro de mesa dos convidados

Centro de mesa dos convidados

Nesta segunda gestação, eu estou procurando economizar e bastante para fazer o chá. Por isso, tenho feito as lembranças e enfeites da mesa para diminuir custos. Também reduzi o menu de comidas para que fique o mais enxuto possível. Eu não pretendia fazer o chá, pois sei que o retorno não irá compensar o gasto, mas como eu fiz na do primeiro filho, não queria deixar a segunda sem ter também.

[atualização] Eu não me deixei influenciar pela neurose da minha mãe em achar que “tem pouca comida” rs e consegui economizar bem! Servi caldo verde, cachorro quente, salgadinhos, pipoca e de sobremesa teve pudim, manjar, bolo e docinhos. Foram convidadas 60 pessoas e umas 50/55 compareceram.

Optei novamente por pedir determinada marca de fralda e lenço umedecido, porém como são pouquíssimos convidados, optei por não limitar tamanhos por convite. Apenas deixei a sugestão de que a fralda deveria ser M ou G.

Fotos dos preparativos:

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Mini mamadeira que pretendo colocar bala

 

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Caixas de acrílico

 

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Tubete

 

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Sapatinho feito de pano e copo plástico

 

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Mini bolo de fralda feito de EVA para centro de mesa

 

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Cesta de vime que reformei do primeiro chá de bebê (era branco)

Tulipa de tecido com cheiro de bebê

Tulipa de tecido com cheiro de bebê

Álcool Gel com cheirinho de bebê

Álcool Gel com cheirinho de bebê

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Bolo de Fraldas

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Letras e Tulipas com cheiro de bebê

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Fotos de como foi o chá:

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Saldo do chá: Esse segundo chá, pra mim, valeu muito a pena! O dinheiro gasto foi muito próximo aos presentes e fraldas que ganhei e, mesmo que não tivesse sido, foi muito divertido! Foi uma tarde agradável entre amigos e familiares com muitas brincadeiras e comidaria!

Perguntas e respostas:

1)  Devo convidar os homens também?

Sim!! Os maridos/primos/tios são bem vindos também! Há mulheres que não se sentem bem em deixar o marido em casa e comparecer sozinha a um evento social e isso pode fazer com que o número de convidados diminua. Se o chá não contar com brincadeiras íntimas e vexatórias para a mãe, a presença masculina não irá atrapalhar em nada, muito pelo contrário!

2)  O que servir para comer?

Opte por coisas práticas. Para os chás realizados no frio, nada melhor do que caldos e sopas. Salgadinhos fritos e assados, pães a metro, cachorro quente e pipoca também são comidinhas fáceis de fazer e servir.

3) Quando é melhor fazer o chá?

Aconselho fazer antes de 30 semanas de gestação. A partir desta data estaremos muito cansadas e preocupadas com quarto/roupa do bebê.

4) Tem que fazer brincadeira? Qual?

As brincadeiras não são obrigatórias, mas podem ajudar a entreter o convidado. Algumas brincadeiras legais e que não vão expor a gestante são:
– Pintar somente a barriga da mãe ao final da festa para fotos;

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– Na entrada da festa ter um bloco com caneta para que os convidados que quiserem escreverem uma mensagem para a mãe/bebê e colocar em um cofre (eu não fiz);

– Baby Bingo. Dá pra fazer o download no site da pampers. Tem poucas cartelas então elas irão se repetir e várias pessoas irão bingar ao mesmo tempo. No meu caso, 3 pessoas. Para desempatar, perguntei de quantas semanas a mamãe estava. Ganhou quem chegou mais perto!

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– Na entrada dispor de uma lista com o nome do convidado e o palpite do tamanho da barriga da gestante (também pode pedir para que cortem um barbante e depois conferir o tamanho). Quem acertar, ganha uma caixa de bombom. Usei o barbante e foi só sucesso! Acertaram na mosca!

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– Cerveja na Mamadeira: Primeiro os convidados se inscrevem para participar. A competição deve ser dividia em baterias e quem beber mais rápido toda a cerveja da mamadeira, ganha e se classifica pra final! Aqui foram duas baterias com 3 pessoas e, o vencedor de cada competiu entre si para depois competir com o papai! Uma diversão só! O vencedor levou um pack de cervejas importadas. Dá pra fazer com suco e refrigerante também, mas aí o número de participantes pode ser muito alto e demorar demais, por isso prefiro a cerveja.

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5) O que pedir no chá de bebê?

Primeiro é preciso decidir se o chá é de bebê ou de fraldas. Em um chá de bebê vale pedir tudo! Tem mães que deixam a lista em lojas próprias já com itens pré selecionados igual a uma lista de casamento.  Já no chá de fraldas, a mãe pedirá somente fraldas e itens de higiene. A cada troca de fraldas, a mãe usa, em média, 2 lenços umedecidos. Assim, a cada pacote de fraldas de 24 fraldas, a mãe usará 1 pacote de lenço. Eu pedi só lenço e fralda nessa segunda gestação e achei que valeu mais a pena.
Com relação à quantidade por tamanho, se a festa contar com menos de 70 convidados, você receberá, em média, uns 25 pacotes de fralda (contando que haverá faltas e os casais e famílias levarão um pacote apenas), então, eu aconselho que não especifique a quantidade por tamanho, deixando tão somente a marca e a sugestão de tamanho M ou G, pois, por mais que você ganhe tudo do mesmo tamanho, não será mais do que o bebê usará, conforme cálculo estimado que expliquei no post sobre fraldas.
Somado a isto, usa-se um pote de sabonete líquido granado e um tubo de pomada de 113g por mês. Então eles não pesam no orçamento mensal e não vejo necessidade de pedir no chá.

 

É isso! Espero ter ajudado!